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ago
Motoboys fazem manifestação em São Paulo
Motoboys fazem manifestação e pedem mudança nos limites de velocidade em SP
Os motoqueiros que fazem frete na cidade de São Paulo realizaram nesta terça-feira (23) uma manifestação contra a redução da velocidade máxima na capital e para exigir medidas urgentes do governo para combater práticas que estão restringindo os direitos trabalhistas dos motofretistas.Após entregar uma pauta de reivindicações no escritório da Presidência da República em São Paulo, na Avenida Paulista, os motofretistas e motociclistas seguiram em comboio para a região do Paraíso e ocuparam todas as pistas de um dos sentidos da Avenida 23 de Maio, uma das mais movimentadas da capital paulista. A manifestação começou no Sindicato dos Mensageiros Motociclistas do Estado de São Paulo (SindimotoSP), no Brooklin, zona sul da capital.

Entre as reivindicações estão a volta das motofaixas nas principais vias da cidade, a criação de bolsões de estacionamento para motocicletas em geral e específicas para motos com placa vermelha, a realização de campanhas de educação no trânsito específicas para motociclistas, a fiscalização das empresas clandestinas de motofrete, a regulamentação das empresas de aplicativo de motofrete, a volta do guichê exclusivo no Departamento de Transportes Públicos (DTP) para motofrete, faixas de sinalização de solo para segurança dos motociclistas, e campanhas de educação e orientação no trânsito.

De acordo com o presidente do SindimotoSP, Gilberto Almeida dos Santos, outra reivindicação é o fim do que ele chama de “indústria da multa”, por causa da redução da velocidade máxima para 50 quilômetros por hora na maioria das vias. “Acreditamos que a redução é excessiva. A cidade está cheia de radares apenas para multar. Isso está acertando em cheio o bolso de quem trabalha com moto. O número de multas aplicadas para a categoria triplicaram. Hoje, defendemos que a velocidade máxima seja de 60 quilômetros por hora”.

Santos ressaltou que é preciso deixar claro como será a regulamentação das empresas de aplicativos que estão surgindo na cidade. “Elas entram no mercado e não sabemos como fica o enquadramento na lei, até por ser uma coisa nova. Queremos saber como fica, porque as outras empresas são obrigadas a pagar direitos trabalhistas, impostos”.

Segundo Santos, a situação atual entre os 200 mil motofretistas da cidade de São Paulo é de indignação geral pela falta de políticas públicas e da indústria da multa. “Tem que levar em consideração que a categoria só cresce. Todos os governantes têm que olhar e buscar políticas públicas para o segmento. Nosso ato não é exclusivo dos motofretistas. Os motociclistas estão apoiando [a manifestação], porque também não estão contentes”.

Fonte: Último Segundo